segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

VISÃO

Cerca de 20% das crianças têm problemas de visão que interferem com o rendimento escolar
 
Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO)
 

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) revelou que cerca de 20 por cento das crianças em idade escolar têm algum défice da função visual e defendeu a realização de rastreios a partir dos três ou quatro anos.
 
O oftalmologista pediátrico do Hospital de S. João e membro da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disse que “as doenças dos olhos que mais afectam as crianças são os erros refractivos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), a ambliopia e o estrabismo”.
 
“Estima-se que cerca de 20 por cento das crianças em idade escolar tenham algum défice de função visual provocado por uma destas patologias ou outras menos frequentes, que acabam por interferir com o rendimento escolar”, frisou.
 
De acordo com o especialista, um dos sinais mais habituais de problemas na visão é “a dificuldade na leitura”.
 
A lentidão ou rejeição das tarefas que exigem esforço visual, o fechar ou tapar um dos olhos e os erros a copiar do quadro são outros sinais de alerta.
 
Dores de cabeça, náuseas, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) “são sintomas que não podem ser ignorados e devem levar os pais a procurar um oftalmologista”, defendeu Augusto Magalhães.
 
O especialista considera que é fundamental realizar um primeiro rastreio por volta dos três ou quatro anos, porque nesta idade a criança já colabora minimamente e o procedimento acaba por ter uma boa relação preço-eficácia. No entanto, sustentou, “do ponto de vista médico é preferível rastrear mais cedo”.
 
A forma como a utilização de computadores e outros dispositivos electrónicos podem influenciar a função visual é uma questão que preocupa muitos pais, mas Augusto Magalhães desmistifica esta ideia e explica que “não existem estudos científicos que comprovem a ideia de que os computadores provocam e/ou aumentam a miopia”.
 
“O único prejuízo – segundo o oftalmologista pediátrico - é o cansaço visual sentido após o uso prolongado e ininterrupto destes dispositivos electrónicos” pelo que recomenda que “a sua utilização seja alternada com períodos de descanso”.
 
Para promover a saúde visual, o especialista recomenda ainda que os pais e educadores “providenciem a iluminação, cadeira e secretária adequadas para tarefas de leitura, corrigindo posições erradas (como ler deitado de barriga para baixo) e certificando-se de que a distância de leitura é de 30 a 40 centímetros”.
 
É fundamental também “a realização de pausas e verificar a posição dos monitores do computador e da televisão, evitando reflexos.
No computador, os olhos devem estar a um nível superior (15 a 20º) do centro do monitor e a distância da televisão deve ser cinco vezes a largura do ecrã”.
 
 

AUDIÇÃO

Perda de audição associada ao declínio cognitivo
 
 
 

A perda de audição acelera o declínio das funções cognitivas nos idosos, sugere um estudo publicado na revista “JAMA Internal Medicine”.
 
Neste estudo os investigadores da Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 1.984 indivíduos que tinham entre 75 a 84 anos. No início do estudo todos os participantes apresentavam uma função cerebral normal, a qual foi avaliada ao longo dos seis anos subsequentes. Os participantes foram também submetidos a testes de audição.
 
O estudo apurou que o declínio das funções cognitivas era cerca de 30 a 40% mais rápido nos indivíduos com perda de audição, comparativamente com aqueles cuja a audição tinha sido preservada. Os idosos com perda de audição apresentaram distúrbios nas sua capacidades cognitivas 3,2 anos mais cedo do que aqueles com uma audição normal. O nível de declínio das funções cerebrais foi diretamente associado com a amplitude da perda de audição.
 
“Os nossos resultados mostram que a perda de audição não deve ser considerada uma parte insignificante do envelhecimento, pois pode conduzir a consequências graves, no que respeita ao normal funcionamento cerebral”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Frank Lin.
 
Segundos os autores do estudo, estes resultados enfatizam a importância dos médicos discutirem a audição com os seus pacientes e de serem pró-ativos perante o declínio das capacidades auditivas dos pacientes.
 
Na opinião do investigador, a associação entre a perda de audição e o declínio mais rápido da função cognitiva pode envolver isolamento social, o qual tem sido apontado como um fator de risco desta condição. Por outro lado, a perda de audição pode também “forçar” o cérebro a despender muita energia no processamento do som, à custa de energia gasta na memória e raciocínio.
 
FONTE:http://www.alert-online.com/pt/news/health-portal/perda-de-audicao-associada-ao-declinio-cognitivo